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Lixo hospitalar de São Domingos das Dores-MG desaparece de depósito. Onde foi parar?
10/07/2017 10:28 em Regional

Secretária Elisângela Quintanilha

Essa é a pergunta que a Secretaria Municipal de Saúde de São Domingos das Dores faz. Material sumiu do depósito na manhã dessa quinta-feira (6) e até o final dessa edição não tinha sido localizado

SÃO DOMINGOS DAS DORES – Na manhã de quinta-feira (6), as funcionárias da limpeza da Secretaria Municipal de São Domingos das Dores tiveram um susto ao abrir o depósito, localizado na travessa Azaleia, onde estava o lixo hospitalar recolhido na unidade de saúde do município, pois simplesmente o material tinha desaparecido. A Polícia Militar foi acionada, fez

Moradores de São Domingos se perguntam: onde foi parar o lixo hospitalar?

o registro da ocorrência e agora procura pelos autores dessa ‘proeza’. Afinal, esse material coloca em risco a saúde daqueles que tiverem contato com ele sem o devido conhecimento de manuseio.

Elisângela Quintanilha, secretária municipal de Saúde, explicou que o material estava armazenado em sala trancada com cadeado para ser posteriormente recolhido por empresa especializada. “Não deixaram nada, levaram tudo. Nesse lixo hospitalar tem seringas, gazes sujas de sangue e embalagens onde soros eram acondicionados”, disse a secretária.

Sobre os riscos que esse material oferece, Elisângela Quintanilha explica, por exemplo, que as agulhas das seringas podem causar contaminação. “Esse produto já foi usado em outra pessoa, então é um risco muito grande. Temos receio que alguém ache esse lixo, o vasculhe e acabe se ferindo. Até passamos orientações, caso encontre esses produtos, não devem mexer e acionar a Secretaria ou a PM”, observou.

A secretária frisa que não deve jogar esse material em lixo comum. “É um lixo especial, tanto é que colocamos em sacolas brancas e vermelhas. Ele ficava no depósito, depois a empresa especializada fazia o recolhimento e incinerava em local apropriado”.

Tenente Mussi classificou esse fato como sendo ‘curioso’ e contou que foi acionado pela secretária de saúde de São Domingos das Dores. “Ela nos contou que o cadeado da porta da sala foi estourado e o material havia sumido. Não entendemos que interesse uma pessoa poderia ter nesse lixo hospitalar. Talvez quem pegou não sabe do risco que está correndo, caso descarte e provoque contaminações de pessoas ou do curso d’água. Deste modo, chamamos atenção para quem cometeu esse ato ou saiba do paradeiro desses produtos, que comunique a Secretaria de Saúde ou a Polícia Militar para que seja devidamente recolhido”, orientou o oficial.

O militar acredita que quem pegou esse material imaginou que teria algum valor, mas se enganou redondamente. “Quem fez isso está é com uma ‘bomba’ na mão, que pode trazer sérios problemas de saúde”, alertou tenente Mussi.

Até o final dessa edição, o suspeito não tinha sido identificado e nem o material tinha sido encontrado. Foram furtadas cerca de cinco sacolas grandes.

O QUE É LIXO HOSPITALAR

O lixo hospitalar ou resíduos de serviço de saúde (RSS) são os materiais descartados pelos estabelecimentos de saúde sejam hospitais, clínicas, laboratórios, ambulatórios, farmácias, postos de saúde, necrotérios, centros de pesquisa.

Eles podem ser materiais descartáveis como luvas, seringas, algodão, gazes, bem como órgãos, tecidos, medicação, vacinas vencidas, materiais cortantes, dentre outros. Note que esses estabelecimentos podem ser também as clínicas veterinárias.

O descarte dos lixos hospitalares deve ser feito de maneira adequada, visto a quantidade de bactérias e vírus (resíduos infectantes) que apresentam os quais podem levar ao contágio de doenças infecciosas. Além disso, os remédios contêm sustâncias tóxicas e radioativas que podem contaminar e alterar a qualidade do solo e a água.

Portanto, mesmo em casa, não devemos descartar os medicamentos vencidos, pois segundo a coleta seletiva eles são levados aos aterros sanitários, o que pode prejudicar a vida das pessoas que coletam o lixo, bem como contaminar a área. Nesse caso, algumas farmácias contam com o descarte de medicamentos que não serão mais utilizados.

Para tanto, seu destino é realizado mediante uma coleta de lixo hospitalar própria e realizada por caminhões específicos que os levam aos locais para incineração, ou seja, para serem queimados em altas temperaturas. (Fonte: Diário de Caratinga).

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